Num espaço de uma semana Portugal, na figura do governo, consegue perspectivar negativamente o futuro das pessoas que habitam este país solarengo e socialmente calmo.
Desde a saída do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, como comentador no jornal da TVI aos domingos, que a casa parece que está a ir a baixo a uma velocidade vertiginosa.
Hoje o primeiro-ministro irá falar ao país sobre, com certeza, a «sua» realidade política do país, e as «suas» soluções para contornar a difícil situação em que o governo e o pais se encontram.
O certo é que cada vez mais os portugueses estão a pagar facturas cada vez mais caras.
O pagamento de novas portagens, sem que existam alternativas coerentes, o custo cada vez mais alto da saúde e dos medicamentos, o aumento das importações, criando um défice mais profundo, os aumentos consecutivos dos combustíveis, por consequência, o aumento dos transportes públicos. Na realidade o aumento dos combustíveis deveria ser tomado como medida não para aumentar os transportes públicos mas sim para atrair mais pessoas à sua utilização, evitando o movimento massivo de automóveis que diariamente entram nas grandes cidades, a lembrar que Portugal é um dos país da UE em que o automóvel é o meio de transporte mais utilizado, tendo o seu aumento crescido agressivamente nos últimos 10 anos.
Segundo parece no próximo Orçamento de Estado irá constar um decréscimo no sector da saúde, realmente para quê investir na saúde ou na educação dos portugueses, somos todos saudáveis e temos tantos licenciados no desemprego que se formos investir ainda mais na educação universitária é estar a contribuir para um aumento do desemprego, o melhor é realmente deixar de investir na educação para ver se desemprego baixa um pouco.
Para quê investir em infra-estruturas hospitalares? A minha filha está internada no Hospital D. Estefânia, onde as condições não são as melhores, mas posso dizer que já vi pior, o certo é que quando chove os corredores ficam simplesmente inundados, as salas são frias e não estão calafetadas, o que quer dizer que mesmo com o aquecimento ligado continuam frias e acaba por existir um grande desperdício de energia. Baixar o investimento na saúde? quando temos sérias debilidades nos hospitais e no Serviço Nacional de Saúde. Os Hospitais SA parecem ser uma boa ideia, mas em que moldes? Pouco se sabe sobre este assunto.
Há muita coisa a mudar neste país.
Sugiro que se deva começar por baixo, pela base, ou seja, pelo próprio governo, no qual só obteve um único «voto», o do Sr. Presidente da Republica Portuguesa e o de mais ninguém.
O Dr. Pedro Santana Lopes é primeiro-ministro não por meio democrático, constitucional, mas não democrático.
Gostaria de acreditar que o seu discurso à Nação seja breve e com tons de despedida e que convide o país a eleger um novo governo, de forma democrática.
Já agora que, caso deixe o governo, não volte a escrever crónicas, muito menos as desportivas no jornal “A BOLA”.