terça-feira, setembro 14, 2004

Cada vez mais pobres

Tendo como referência o sítio do Jornal Público, pude constatar que 22 % da população portuguesa é pobre, vive nas ruas das grandes cidades, vive à custa da Santa Casa da Misericórdia, que não tem quaisquer perspectivas de futuro, que estão fora do nosso casulo social. Tirando certas instituições particulares como a CAIS, ou a Santa Casa, por parte do Estado, pouco se tem feito em relação a estas pessoas, muitas delas a necessitar de cuidados médicos, ou de um simples abraço governamental. Mas o que acontece é que estas pessoas não pagam impostos, não são rentáveis para o Estado, não são consumidores, são uns parasitas da sociedade, não têm direito à sociabilização, muitos deles até escolheram viver desta forma, logo, para quê o Estado preocupar-se com eles. Pode-se sempre falar dos cuitadinhos, dá uma boa imagem, é sempre importante falar para «nós» de solidariedade, somos quem votamos não «eles».

A violência em ascensão

Ao que parece a violência no nosso querido pais está a aumentar, estamos “finalmente estamos a sair da cepa torta”.
Fala-se num aumento de 28 %, que corresponde ao dobro da média europeia, tendo sido a criminalidade organizada, praticada por grupos estrangeiros o maior factor que contribuiu para o aumento da violência em Portugal.
«O que percentualmente mais cresceu foi o referente aos crimes sexuais. As estatísticas da Judiciária referem que, desde as primeiras detenções relativas ao "Processo Casa Pia", em Fevereiro do ano passado, o número de participações aumentou na ordem dos 400 por cento. E este valor não inclui os dados relativos ao aludido caso de pedofilia. Da totalidade de casos de pedofilia registados, cerca de 80 por cento têm menores como supostas vítimas.»

Das duas uma, ou o português começou a perder a vergonha e começou a participar os casos de violação e violação infantil ou o «Processo Casa Pia» foi muito inspirador para alguns. Estou a ironizar com coisas muito sérias mas a verdade é que as pessoas não podem ficar caladas, enquanto andarem tarados por aí à solta.
Quanto à imigração, obviamente que não sou contra mas penso que deveria existir um controlo mais apertado, temos de saber quem entra no nosso país e o que vai fazer por cá, as fronteiras abertas não ajudam muito é uma verdade e por vezes o acordo de Schengen simplesmente não funciona.
Temos o direito de viver em paz no nosso próprio país, estou longe de ser de extrema direita, mas deve de existir um equilíbrio social e um direito à liberdade que nos é cortado quando nos deparamos com situações injustas e prejurativas à nossa dignidade e aos nossos bens.

Fonte: Sítio do Jornal o Público