quinta-feira, setembro 30, 2004

Ter escravos não é nada, mas o que se torna intolerável é ter escravos chamando-lhes cidadãos

Denis Diderot

segunda-feira, setembro 27, 2004

Um quinto dos portugueses vive com pouco mais de 280 euros

Mais do que chocado, sinto-me envergonhado pelo meu país

In Público

Comparações

Ando a sufocar com tudo o que se está a passar neste país e até na minha vida profissional.
Na empresa onde trabalho tudo funciona um pouco à imagem deste país em que vivemos (sobrevivemos). Aumentos nem vê-los, qualidade de chefia muito pouco; processamento da gestão de topo não passa de encher uns quantos bolsos a meia dúzia de doutores e engenheiro; qualidade ambiental no trabalho não passa de umas salas com mesas ao monte com máquinas espalhadas por todo o lado, sem harmonia; higiene e segurança não passa de irmos ao médico uma vez por ano (não ponho lá os pés há pelo menos dois anos), o ar condicionado está numa lástima devido à quantidade de sujidade; só se espera que o prédio vá a baixo, que seja de preferência quando eu não estiver lá.
É um pouco como este governo, Aumentos nem velos; a gestão de topo é mesmo só para encher os bolsos aos amigos(as), para irem para CGD, por exemplo; qualidade ambiental é o lixo e a poluição que se vê, fogos em larga escala todos os anos num país de pequena dimensão; Higiene e segurança é pouca, muito pouca, com criminalidade a aumentar, e a tentativa de taxas moderadoras diferenciadas na saúde é retirar benefícios e regalias aos mais pobres.
Realmente a empresa para onde trabalho é extremamente idêntica ao nosso país: está quase a ir a baixo.

terça-feira, setembro 21, 2004

A injustiça de Justino

Acusar a Sra. Ministra da Educação da grave situação dos professores, resultante da falha que existiu e existe nas colocações destes, não leva a lado nenhum, até porque a Ministra Maria do Carmo Seabra herdou um problema gerado pelo anterior ministro.
Quero acreditar que a ministra está a dar o tudo por tudo para resolver o problema que afecta milhares de professores, bem como as famílias dos mesmos e, com especial atenção, os milhares de alunos que vão ver as suas aulas adiadas por mais uma ou mesmo duas semanas.
Se temos de apontar o dedo a alguém será certamente ao ex-ministro da educação e ao “seu” programa informático. Se alguém tem de explicar o que está a acontecer é este senhor que arrebentou com o sistema de ensino em Portugal, podia não estar bem, mas pôr os professores num tubo de ensaio e esperar que o resultado final seja algo definitivo e imediato, logo da primeira vez que se faz a experiência é irresponsável.
Agora só nos resta esperar que a ministra consiga resolver o problema o mais depressa possível e que na sua comunicação aos docentes seja sincera e honesta.

quinta-feira, setembro 16, 2004

Sabão Azul e Branco

Na empresa onde trabalho, e diga-se que trabalho num conceituado jornal nacional, quando alguém quer lavar as mão terá de se sujeitar a um pequeno pedaço de sabão azul e branco que, de tempos a tempos, a empregadas de limpeza disponibilizão amavelmente, deixando-os na base do lavatório desenhada para esse propósito.

As questões que se podem colocar são as seguintes:

1. A empresa está com problemas financeiros e está a cortar em gastos supérfluos, o que não é certamente o caso.
2. A empresa está-se a barimbar para os trabalhadores, dando o que há do mais barato, simplesmente porque é obrigada, não dando quaisquer regalias aos seus funcionários, nem mesmo um sabonete líquido, papel para limpar as mãos (visto que o que se tem nesta empresa são umas toalhas normais que são mudadas para ai de três em três dias).
3. A empresa está seriamente preocupada com a saúde dos trabalhadores e fornece são azul e branco pois este é, diz-se, mais puro, ou seja, tem menos substâncias químicas, não tem perfumes, logo, faz melhor à pele.

Logo a empresa está preocupada com a pele dos seus funcionários ou terão estes a pele já tão escamada e curtida que já não sentem nada?

terça-feira, setembro 14, 2004

Platão contra a Democracia

Jonathan Wolff
University College London

Este texto é um excerto de Introdução à Filosofia Política, que a Gradiva publicará em breve na colecção Filosofia Aberta. Nenhuma introdução a esta área da filosofia se revelou mais influente do que este livro de Jonathan Wolff.

Fonte: trólei

Cada vez mais pobres

Tendo como referência o sítio do Jornal Público, pude constatar que 22 % da população portuguesa é pobre, vive nas ruas das grandes cidades, vive à custa da Santa Casa da Misericórdia, que não tem quaisquer perspectivas de futuro, que estão fora do nosso casulo social. Tirando certas instituições particulares como a CAIS, ou a Santa Casa, por parte do Estado, pouco se tem feito em relação a estas pessoas, muitas delas a necessitar de cuidados médicos, ou de um simples abraço governamental. Mas o que acontece é que estas pessoas não pagam impostos, não são rentáveis para o Estado, não são consumidores, são uns parasitas da sociedade, não têm direito à sociabilização, muitos deles até escolheram viver desta forma, logo, para quê o Estado preocupar-se com eles. Pode-se sempre falar dos cuitadinhos, dá uma boa imagem, é sempre importante falar para «nós» de solidariedade, somos quem votamos não «eles».

A violência em ascensão

Ao que parece a violência no nosso querido pais está a aumentar, estamos “finalmente estamos a sair da cepa torta”.
Fala-se num aumento de 28 %, que corresponde ao dobro da média europeia, tendo sido a criminalidade organizada, praticada por grupos estrangeiros o maior factor que contribuiu para o aumento da violência em Portugal.
«O que percentualmente mais cresceu foi o referente aos crimes sexuais. As estatísticas da Judiciária referem que, desde as primeiras detenções relativas ao "Processo Casa Pia", em Fevereiro do ano passado, o número de participações aumentou na ordem dos 400 por cento. E este valor não inclui os dados relativos ao aludido caso de pedofilia. Da totalidade de casos de pedofilia registados, cerca de 80 por cento têm menores como supostas vítimas.»

Das duas uma, ou o português começou a perder a vergonha e começou a participar os casos de violação e violação infantil ou o «Processo Casa Pia» foi muito inspirador para alguns. Estou a ironizar com coisas muito sérias mas a verdade é que as pessoas não podem ficar caladas, enquanto andarem tarados por aí à solta.
Quanto à imigração, obviamente que não sou contra mas penso que deveria existir um controlo mais apertado, temos de saber quem entra no nosso país e o que vai fazer por cá, as fronteiras abertas não ajudam muito é uma verdade e por vezes o acordo de Schengen simplesmente não funciona.
Temos o direito de viver em paz no nosso próprio país, estou longe de ser de extrema direita, mas deve de existir um equilíbrio social e um direito à liberdade que nos é cortado quando nos deparamos com situações injustas e prejurativas à nossa dignidade e aos nossos bens.

Fonte: Sítio do Jornal o Público

segunda-feira, setembro 13, 2004

Madeira, "Nimbies" e "Bananas"

Por JOSÉ MARIA ALBUQUERQUE
Sítio do Jornal Público

Missão Possível
Madeira, "Nimbies" e "Bananas"

quarta-feira, setembro 08, 2004

«A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida»

John Dewey

Dia Mundial para a Alfabetização

«A alfabetização é um direito humano»
«insensato continue a ser negado a 20 por cento da população adulta do mundo»
São palavras do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan na sua mensagem alusiva ao Dia Mundial da Alfabetização.

Em Portugal cerca de nove por cento da população não sabe ler nem escrever, ou seja, um milhão de pessoas, o que faz de Portugal um dos países da Europa com maior índice de analfabetos.

É certo que evoluímos, em 1970 o índice de analfabetização no nosso país era cerca de 28 %, este índice foi decrescendo, tendo descido, desde 1970, 17 %. Mas mesmo com esta acentuada descida, que se verificou em 30 anos, pode-se considerar que foi um processo lento e demasiado natural. Em Portugal continua-se a não investir na educação, continua-se a não dar valor às pessoas, especialmente aquelas a que o ensino lhes é negado devido às dificuldades da vida.
Deve existir um esforço por parte dos Governos para instigar a conclusão do ensino obrigatório, deve-se proporcionar o ensino básico aqueles que nunca tiveram acesso, como os mais idosos. Deve-se dar o devido valor aqueles que fazem da sua profissão o ensino, e não, de alguma forma, causar dificuldades profissionais, desvalorização da profissão de professor, dificuldades de acesso à entrada na vida profissional. Deve-se considerar a profissão de professor uma das mais importantes, de valores básicos à vida. Só criando boas condições para os professores licearem é que os alunos poderão aprender de forma positiva e só desta forma é que poderão evoluir intelectualmente e profissionalmente.

Em Portugal não se aposta, e nunca se apostou, na educação e nas pessoas, está na hora de se fazer alguma coisa.
Vamos ver, e não ouvir, o que este governo se prepara para fazer neste sentido.

segunda-feira, setembro 06, 2004

As Férias (Cont.)

Santana Lopes vai a caminho do «nosso país irmão» afim de se juntar ao presidente Lula da Silva, ex-trabalhador operário e militante de esquerda brasileiro, com o objectivo de participar nas comemorações dos 182 anos de independência do Brasil.
O objectivo da primeira viagem do primeiro-ministro português é pura e simplesmente cultural, carregado de um simbolismo impar na história de Portugal.
Não leva comitiva de empresários, pois a visita não tem qualquer interesse para a economia nacional, o que acaba por ser algo invulgar.
Uma visita pura e simplesmente para enriquecer a relações culturais dos dois países.
Mas será isso realmente necessário? Já não estamos extraordinariamente próximos?
Bom, sempre que como fora oiço falar a língua de Camões distorcida e pronunciada de forma fonética acentuada. Não será isso aproximação?
Mas o que será que foi fazer Santana Lopes ao Brasil?
Foi fazer uma visita cultural, o que não irá trazer nada de novo ao nosso país, a não ser a despesa da própria viagem.
Será que ele levou a companheira com tudo pago?
Já agora!!!!!
O que ele foi fazer na realidade foi FÉRIAS

É verdade, desde que tomou posse, o Primeiro-Ministro foi de férias e ainda não voltou.

Aja empregos como este.