quarta-feira, agosto 18, 2004

EUA: petrolíferas gastaram 366 M€ em actividades de lobby

EUA: petrolíferas gastaram 366 M€ em actividades de lobby

A indústria petrolífera gastou nos Estados Unidos cerca de 449 milhões de dólares (cerca de 366 milhões de euros) desde 1998 em actividades de lobby com os partidos republicano e democrata, indica uma investigação realizada pelo Centro para a Integridade Pública de Washington.

Este instituto de investigação, favorável à reforma da lei de financiamento de partidos, precisa que 381 milhões de dólares foram gastos em actividades gerais de «influência», às quais se somam outros 67 milhões em contribuições directas aos candidatos federais.

Destaca o facto de que 73% destas últimas foram parar aos candidatos republicanos, na sua maioria deputados da Câmara de Representantes de Estados ricos em crude. O político que mais contribuições das petrolíferas recebeu desde 1998 é o actual presidente, o texano George Bush, com mais de 1,7 milhões de dólares.

Entre os candidatos ao Congresso, o político mais favorecido por estes fundos foi o presidente do Comité de Energia e Comércio, o republicano (e também texano) Joe Barton, que soma 574.795 dólares, seguido de outro compatriota e correligionário, o líder da maioria na Câmara de Representantes Tom DeLay. Por contraste, apenas três democratas figuram da lista dos 20 mais financiados, dois senadores e um representante, todos eles o do Louisiana.

A companhia que mais fundos trouxe é a Koch Industries, um grupo com sede no Kansas, que desembolsou 587.000 dólares em donativos. Mas ao longo de todo o período analisado, encabeça a lista a petrolífera Exxon Mobil, com 55 milhões de dólares em actividades de lobby, seguida da ChevronTexaco, Marathon Oil, BP Amoco and Royal Dutch Shell, com mais de 25 milhões cada uma.

O relatório não acusa as petrolíferas de actividades ilegais, embora refira que a indústria «aproveitou-se» de um clima político «amistoso» para continuar com as suas actividades «a custo das preocupações do meio ambiente». Segundo o director executivo do Centro, Charles Lewis, esta influência é perfeitamente comprovada simplesmente estudando «as decisões políticas tomadas sobre questões que afectavam ao mesmo tempo o petróleo, a energia e o Meio Ambiente».
Estas empresas, por sua parte, limitam-se a assinalar que a investigação demonstra que estão presentes no debate político e que o fazem porque assim lhes é solicitado.


Verlag Dashöfer

terça-feira, agosto 17, 2004

Abstract

This paper presents an analysis of bureaucratic corruption, income
inequality and economic development. The analysis is based on a dynamic
general equilibrium model in which bureaucrats are appointed
by the government to implement a redistributive programme of taxes
and subsidies designed to benefit the poor. Corruption is reflected
in bribery and tax evasion as bureaucrats conspire with the rich in
providing false information to the government. In accordance with
empirical evidence, the model predicts a positive relationship between
corruption and inequality and a negative relationship between corruption
and development.

Distribution and Development
in a Model of Misgovernance


Keith Blackburn and Gonzalo F. Forgues-Puccio
Centre for Growth and Business Cycle Research
School of Economic Studies, University of Manchester

segunda-feira, agosto 16, 2004

Férias

Como é bom estar de férias, especialmente quando começamos a trabalhar, logo no início, somos contratados (por alguém) e pimba, férias – que venham elas.
De vez em quando lá aparecemos, só para mostrar que estamos vivos, ou para não se esquecerem da nossa cara, pois corremos o risco de, quando voltarmos de férias ninguém nos conhecer.
- O que faz aquele tipo aqui?
- Não sabes quem ele é?
- Eu não, porquê? tu sabes?
- É o chefe, o nosso novo chefe!
- Há é? E quando foi isso?
- Então?? Foi quando... O Presidente... O outro foi para Bruxelas... Foi tudo tão de repente... Nem sei bem
- Haaaa, foi por isso que não dei por nada, mas tá bem, ele já fez alguma coisa, ou foi só férias?
- Ouvi dizer que ele queria transferir-nos para o Porto.
- O Porto!? Bela cidade, os Cléricos, a ponte S. Luís, a Ribeira, sem dúvida uma bela cidade, mas porque raio quererá ele mandar-nos para lá?
- Sei lá, tinha de fazer alguma coisa antes de ir de férias, senão podia parecer mal, e lembrou-se dessa.
- Tá bonito tá, ainda não fez nada de nada, e já nos tá a tramar, só espero que não tenha mais ideias tipo túnel do Marquês.