Velhos do Restelo
O PS continua dividido, com uma ala esquerdista e uma mais ao centro, uma com Manuel Alegre, outra com José Sócrates, uma só existe porque a outra começou por existir primeiro.
No seio do partido houve a necessidade, após a candidatura de Sócrates, de tentar virar o partido mais à esquerda, a uma esquerda antiga, “batida”, retrógrada, que já não faz sentido, em que as caras estão repletas de rugas e os corpos já pedem algum descanso, que estão ultrapassadas. As pessoas pedem caras novas, estão fartas de ver as mesmas caras, a dizer o mesmo, há muitos anos.
O que faz sentido é uma união ao centro, que o partido não se divida, isso só cria uma má imagem do próprio PS, a imagem de um partido que não tem a casa arrumada, que não se entende a ele próprio.
Manuel Alegre é um excepcional poeta, um intelectual, um óptimo intervencionista, mas nunca um cabeça de lista, falta o perfil populista, sim POPULISTA, é isso que as pessoas querem, e quando queremos vencer, temos que dar aquilo o que as pessoas querem, dar uma imagem firme de segurança, de saber, de querer o melhor, saber transmitir segurança, é isso o que as pessoas, no geral, procuram. José Sócrates à muito que anda a preparar a sua imagem, exactamente com esse objectivo, o de cativar, para ser ouvido e aceite como um promissor governante, na minha opinião fez um excelente trabalho e terá resultados extremamente positivos.
Apelo à unificação do partido e não ao seu desmembramento.
Quanto a João Soares, a sua candidatura não passa de uma forma de começar a chamar atenção, de se mostrar, é ele, neste momento, um dos comentadores preferidos nas nossas televisões, o que eu não sei é se João Soares saberá gerir a sua imagem convenientemente, e tenho a certeza de que terá muito mais trabalho do que Sócrates teve.

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