terça-feira, julho 13, 2004

Em Força

Finalmente, e após dois anos de desespero político, o Partido Socialista vai ter um líder à sua imagem e altura.
Ao que parece, António Vitorino vai realmente apresentar a sua candidatura à liderança do partido, recolhendo, dessa forma, os apoios de dois grandes do PS: José Sócrates e Jorge Coelho, o que garante uma vitória quase certa no próximo congresso e assim a construção de uma oposição forte, capaz de defrontar a actual maioria parlamentar, tendo, desta forma, fortes convicções de vitória nas eleições legislativas de 2006.

Com um PS de Ferro Rodrigues fraco, mesmo depois da “grande vitória” nas Europeias, é necessário dar uma volta interna nas pessoas, nos argumentos, nas propostas e na sua própria afirmação como partido e como oposição.

O facto de se pensar numa coligação à esquerda assusta qualquer um, especialmente os empresários portugueses. Pensar de uma forma extremista é prejudicial, o mesmo está a passar-se na coligação que está no poder. De qualquer das formas, penso que o PS, em 2006, estará capaz de assumir o governo, sem necessidade de coligações e com uma maioria absoluta.

Quem não parece desistir da corrida a Secretário Geral do Partido Socialista é João Soares, na tentativa de seguir as pegadas do pai, bem vai tentando, mas o seu carisma dentro e, especialmente, fora do partido é muito baixo, encontra-se fora da linha partidária, foi derrotado por Santana Lopes para a presidência da Câmara de Lisboa, e, simplesmente não reúne as condições necessárias para, alguma vez, fazer parte dos órgão directivos do partido, até porque as suas ligações à Africa de Savimbi nunca o irão largar, e o “pouvinho” nunca irá esquecer. O que me faz confusão é, como é que ainda alguém pode dar credibilidade a João Soares.

Depois do apoio que dei a José Manuel Barroso, e pela primeira vez, vou dar apoio incondicional a António Vitorino.

Ferro a Presidente

Acaba por ser irónico esta notícia que vem no jornal Público, e que tomei conhecimento através do bloquista, Ferro Rodrigues poderá ser o candidato às presidenciais por parte do Partido Socialista. Acaba, realmente por ser irónico, que aquele cuja dignidade ficou manchada, pela mão do seu grande amigo Jorge Sampaio, queira agora ocupar o lugar deste.
Espero, que após o congresso socialista, as coisas mudem de figura, centristas contra esquerdistas; soaristas contra guterristas, as clássicas divisões dentro do partido.
Meus senhores, enquanto existirem divisões internas, o partido continuará fragilizado, e um candidato a Presidente da Republica Portuguesa com o perfil e a figura do Sr. Ferro Rodrigues, certamente não irá muito longe, claro está que dependerá sempre do candidato de direita, mas se este for alguém como Cavaco Silva, esqueçam.