quinta-feira, julho 29, 2004

processo de nomeação do futuro presidente da UE

Bom, mesmo antes de ir de férias, não resisti em publicar, no escarpado, este texto, de autor anónimo, que recebi por mail


“Vejamos o processo de nomeação do futuro presidente da UE.
1.- A UE tem 25 Estados membros. Mas como desses apenas 12 participam em todas as politicas da UE, o presidente da Comissão Europeia só pode ser escolhido entre 12 e não entre 25.
2.- Desses 12 Estados membros há 3 (França, Itália, Bélgica) que são excluidos pois já tiveram um presidente da comissão no passado. Ficam apenas 9.
3.- Desses 9 Países há 5 (Alemanha, Espanha, Holanda, Irlanda, Grécia) que ficam excluídos à partida pois já detêm cargos de relevância na UE. Ficam 4 Países.
4.- Dos 4 Países que ficam, foi convidado oficialmente o primeiro >ministro do Luxemburgo, que recusou o cargo alegando que tem um compromisso com o eleitorado do Luxemburgo. Ficam portanto três Países: Austria, Finlândia e Portugal.
5.- Uma das imposições para se ser presidente da comissão europeia é falar Inglês e Francês. Ora mais de 99% dos Austriacos e dos Finlândeses não sabem falar Francês e Inglês. Restava pois Portugal. Como de costume no último lugar e por exclusão de partes. E ainda há entre nós quem diga que é uma honraria Portugal ocupar este cargo. Se a saloice matasse, Portugal seria um cemitério de saloios.”


Boas Férias a todos

terça-feira, julho 27, 2004

Finalmente

Vou descansar, durante cerca de 15 dias, depois, mais uma semana sentado em frente a um monitor, e mais 15 dias férias, mais coisa menos coisa. Enfim, acho que mereço repousar, não pensar em nada de muito importante, a não ser, claro, em mim, na minha família, na praia, no campo, nas brincadeiras na areia, na água, com as pás e os castelos, as barragens na arrebentação das pequenas ondas, um livro, um passeio depois do jantar, um café, uma leitura geral pelas manchetes dos tabeloides e das revistas, mas nada de leituras exaustivas.
Descansar será a palavra de ordem.
Deixo de escrever por este período, deixo até de ligar o computador, talvez ocasionalmente para ver o mail, mas só ocasionalmente.
Por vezes é bom estar desligado, e absolutamente concentrado naquilo, que por incrível que possa parecer, não estamos ao longo de muitos meses... A Família.
Os nossos filhos, finalmente eles irão ter um Pai e uma Mãe a tempo inteiro, 24 horas por dia, e nós vamos ter os nossos filhos só para nós, ficam as secretárias, o computador, os papeis, os colegas e patrões de lado, nem quereremos ouvir falar neles, e os miúdos deixam, a educadora, as auxiliares, as refeições em mesas pequenas e cheias de outras crianças, deixam de passear de mão dada com outros iguais a eles.
Vamos, finalmente, “gozar” à grande a nossa existência em comum, e deixar de ser aquele bocado da manhã e a aquela hora depois do jantar.
É bom tê-los de volta
Finalmente

segunda-feira, julho 26, 2004

Programa de Governo

Faça o download do PROGRAMA DO XVI GOVERNO CONSTITUCIONAL

sábado, julho 24, 2004

Velhos do Restelo

O PS continua dividido, com uma ala esquerdista e uma mais ao centro, uma com Manuel Alegre, outra com José Sócrates, uma só existe porque a outra começou por existir primeiro.
No seio do partido houve a necessidade, após a candidatura de Sócrates, de tentar virar o partido mais à esquerda, a uma esquerda antiga, “batida”, retrógrada, que já não faz sentido, em que as caras estão repletas de rugas e os corpos já pedem algum descanso, que estão ultrapassadas. As pessoas pedem caras novas, estão fartas de ver as mesmas caras, a dizer o mesmo, há muitos anos.
O que faz sentido é uma união ao centro, que o partido não se divida, isso só cria uma má imagem do próprio PS, a imagem de um partido que não tem a casa arrumada, que não se entende a ele próprio.
Manuel Alegre é um excepcional poeta, um intelectual, um óptimo intervencionista, mas nunca um cabeça de lista, falta o perfil populista, sim POPULISTA, é isso que as pessoas querem, e quando queremos vencer, temos que dar aquilo o que as pessoas querem, dar uma imagem firme de segurança, de saber, de querer o melhor, saber transmitir segurança, é isso o que as pessoas, no geral, procuram. José Sócrates à muito que anda a preparar a sua imagem, exactamente com esse objectivo, o de cativar, para ser ouvido e aceite como um promissor governante, na minha opinião fez um excelente trabalho e terá resultados extremamente positivos.
Apelo à unificação do partido e não ao seu desmembramento.
Quanto a João Soares, a sua candidatura não passa de uma forma de começar a chamar atenção, de se mostrar, é ele, neste momento, um dos comentadores preferidos nas nossas televisões, o que eu não sei é se João Soares saberá gerir a sua imagem convenientemente, e tenho a certeza de que terá muito mais trabalho do que Sócrates teve.

quinta-feira, julho 22, 2004

O "Analista Político"

Como é que é possível que alguém ainda dê crédito ao Sr. Luís Delgado como analista político.
Será porque ele tem ligações ao PSD?
Será porque foi ele o único analista que, sem o mínimo de reflexão, apoiou a guerra do Iraque e afirmou que o Iraque tinha armas de destruição massiva.
Ou será que ele é mais um hipócrita da ala mais à direita do PSD, que se acha no direito de transmitir atrocidades e influenciar mentes menos bem preparadas, com o objectivo de caçar votos e manipular opiniões, mostrando-se como uma pessoa credível, que não é.
A pergunta é como é que os meios de comunicação, como a SIC ou TSF, lhe dão direito de antena?

A Política de Santana

Santana Lopes tomou como prioritário a transferência de ministérios para outras zonas do país, descentralizar e e-governar poderia ser um lema adequado, houve alguma discussão sobre o assunto, mas ao fim ninguém o levou a sério, seria tempestuoso quer para as finanças quer mesmo a nível de logística.

Agora, e depois de ter feito a promessa de reduzir os membros do governo, mesmo com o aumento dos ministérios, aumentou-o de 36 Secretários de Estado para 38.

Arranjei-me uma cadeira

Teresa Caeiro, na tarde de ontem, era dada como secretária de estado adjunta da defesa, às 17.30 h o Sr. Presidente da Republica ainda não sabia quem iria ocupar o lugar vago no ministério da defesa.
Paulo Portas dá uma explicação para o caso e Santana Lopes uma outra completamente diferente. O certo é que, provavelmente, nenhum terá explicado a verdadeira razão do sucedido. O mais certo é que os próprios militares tenham dito “não”, mas isto é só uma suposição, nada mais do que isso.
O importante era arranjar um lugar para a senhora e então foi sentar-se na cadeira vaga, encontrada à última da hora, na Secretaria de Estado das Artes e Espectáculos.
Quem percebe de defesa, o mais certo é perceber, igualmente, de artes, ao fim ao cabo A Guerra é uma Arte.

Santana sai, Autarquia cede

Santana Lopes sai da Câmara Municipal de Lisboa com uma dívida que se distribui por 4,3 milhões de euros a fornecedores de conta corrente, 74,6 milhões de euros a fornecedores com facturas em conferência, 10,2 milhões de euros Conta de adiantamentos, 4,3 milhões de euros ao Estado e outros entes públicos e 12,4 milhões de euros a outros credores o que perfaz um total de 105,8 milhões de euros (fonte: Jornal PÚBLICO).
De mãos lavadas, entra à cabeça do Governo e “entala” Carmona Rodrigues que diz que Vereadora das Finanças ainda não lhe confirmou a dívida mas que acredita que é inferior a 100 milhões de euros, ou seja, o novo presidente da Câmara de Lisboa já deve de estar a suar.

Durão sai e entra na UE

Ao contrário do que se podia pensar os socialistas europeus não irão dar o seu voto de confiança a alguém que apoiou a Guerra do Iraque, não irão dar o seu apoio a uma pessoa que depois de albergar a conferência que decidiu a invasão do Iraque, que nunca reconheceu que essa mesma invasão foi um erro, uma peça de teatro mal representada, disse que não é a favor da arrogância e do unilateralismo Norte Americano.
Assim sendo José Manuel Barroso (o novo homem) não poderá contar com uma maioria mais folgada e, com o novo sistema de votação através do voto secreto, quem sabe não terá alguma surpresa hoje.

segunda-feira, julho 19, 2004

Em nome de um País

Trocaram-se de caras, rolaram cabeças, e o balanço final foi uma vitória do CDS/PP com duas pastas vitais: as Finanças e a Defesa. Bagão Félix, segundo os especialistas, é uma pessoa credível no comando das finanças do país, foi, sem dúvida, um reformista na sua anterior administração, mas foi uma terceira ou quarta escolha, Santana Lopes não tinha mais ninguém, portanto teve de ceder frente a Paulo Portas.
Portas, por sua vez, irá continuar na frente de batalha, do ministério da Defesa, contra tudo e contra todos, mesmo sem o apoio dos militares, que já devem estar fartos dele e das suas políticas, excepto um ou outro que deve estar metido no negócio dos submarinos (aquelas armas de destruição que tanto fazem falta ao patrulhamento das nossas águas).
Com mais um quantos independentes no Governo, o PSD ficou, desta forma, um pouco mais reduzido no que conta a ministérios. Mas Santana ficou rodeado de amigos, “altamente competentes”, ou seja, ficaram fundamentadas a dúvidas de muitas pessoas. Reconheço que existem nomes de peso, mas a entrega de certas pastas ao PP e a nomes de explícita proximidade pessoal, poderá assustar, mas deixemos correr para ver o que vai dar, de qualquer forma não poderemos fazer nada até 2006.
 
E Viva o Futebol
 
Portugal encontra-se no 26.º lugar no ranking da ONU do desenvolvimento humano, tendo descido três lugares, tendo sido ultrapassado pela Grécia, Singapura e Hong Kong, ninguém falou nisso, ou pouca relevância deram a esse facto.
As nossas exportações desceram abruptamente, e pouco se falou nisso, pelo menos poucas discussões existiram.
A taxa de desemprego continua a subir, mas desvaloriza-se esse factor socio-económico.
Os rendimentos das famílias são cada vez mais reduzidos, sendo o poder de compra cada vez mais mingado.
A qualidade de vida das famílias foi bruscamente afectada.
A qualidade de ensino é precária e as condições de trabalho dos professores é dificultada pelas políticas de renovação que, simplesmente não estão a funcionar, e que irão afectar milhares de crianças e jovens no seu percurso escolar.
O défice voltou a subir, situando-se num patamar superior a 5 %, o que, como resultado final, não criará riqueza, e com isso desemprego, baixa qualidade de vida, redução do consumismo e uma baixa da economia nacional.
 
Mas, chegámos à final do Euro-2004, não tendo conseguido ultrapassar a Grécia (nem aqui conseguimos passar os gregos), existem três diários desportivos, que vendem mais que os jornais generalistas, as atenções estão voltadas para as novas contratações do Benfica e até, em tom de ironia, o nosso novo Primeiro-Ministro está ligado ao futebol, na medida que, além de ter sido cronista para um jornal desportivo, foi presidente de um clube de futebol, o Sporting, e só não continuou à frente desse mesmo clube, porque não consegue fiar quieto num lugar e cumprir mandatos até ao fim.
Portugal respira futebol, ofereçam-nos futebol, que todo o resto estará bem, empolguemo-nos pelo futebol e tudo o resto será ultrapassado, ponhamos as nossas bandeiras nas nossas janelas pela nossa Selecção e passaremos a viver no melhor país do Mundo.
Viva o futebol


quinta-feira, julho 15, 2004

Governo

“O menos mau dos governos é aquele que se mostra menos, que se sente menos e que se paga menos caro”

                             Alfred de Vigny

quarta-feira, julho 14, 2004

The Count Basie Orchestra - Jubilee Tour no CCB

Numa tournée muito especial a THE COUNT BASIE ORCHESTRA chega a Portugal integrada na sua Jubilee Tour. Considerada por muitos já como uma instituição lendária, trazem até nós a comemoração do 100º aniversário de Count Basie.

Com um novo Director, Mr Bill Hughes, contemporâneo de Count Basie e membro da orquestra desde 1956, este fenomenal grupo conta com 17 Grammy Awards, 2 Grammy Hall of Fame Awards e 1 Award of “Legendary Big Band”. Assumindo outras formas de orgulho estão as gravações, originalmente em vinyl, com Ella Fitzgerald, Sarah Voughn, Joe Williams, Tony Benett e Frank Sinatra, a actuação para a Rainha de Inglaterra e a presença, esgotada durante 13 semanas, no Waldorf-Astoria.

Contando ainda com alguns membros escolhidos pessoalmente pelo próprio Count Basie, a Count Basie Orchestra vem dislumbrar Portugal com o seu Jazzístico “Som Basie”.

Dia 20 de Julho Grande Auditório do Centro Cultural de Belém pelas 21 horas, uma produção Décima Colina

Preçário:
Cadeiras de Orquestra: 35€
1ª Plateia: 33€
1º Balcão: 30€
2ª Plateia: 32€
2º Balcão: 20€
Balcão Lateral: 27€
Camarote Central: 30€
Camarote Lateral: 30€
Galeria: 15€
Laterais: 27€
Lateral Deficiente: 27€

Não há descontos.

Fonte: www.ccb.pt

“O pessimismo é uma defesa contra a desilusão”

                                               José Cardoso Pires

Portugal às Avessas

Parece que a chamada “Ala Esquerda” do PS não ficou convencida com a hipótese de uma candidatura, mais virada ao “centro”, de José Sócrates, avançando, segundo o DN de hoje, com uma possível candidatura de Manuel Alegre. O poeta não quis fazer quaisquer declarações, mas segundo o diário português, é certa a sua candidatura a Secretário Geral do partido.
Candidatos ao cargo são muitos, com a retirada do eurodeputado António Vitorino, o lugar deixado vago por Ferro Rodrigues, é cobiçado por personalidades como José Sócrates, João Soares, José Lamego, Manuel Alegre, e quem sabe, ainda aparece mais alguém para o manjar.
A divisão dentro do partido parece cada vez mais evidente, o que não parece que seja bom para o partido e para a imagem do mesmo, demonstrando fragilidade, falta de consenso, falta de unidade e enfraquecimento político, ou seja, é tudo o que Santana Lopes esperará do maior partido da oposição.
O Presidente do partido, Almeida Santos, apresentará, ainda esta semana, a data do próximo Congresso Nacional do Partido Socialista, que deverá ser em Setembro, congresso esse que, provavelmente, será o Congresso mais importante do PS desde sempre, mais do que isso, o Congresso mais importante de Portugal. O futuro de Portugal, neste momento, depende do resultado do Congresso de Setembro.

Cultura à Venda

O Pavilhão de Portugal, segundo a TSF, está à venda, não se sabendo os contornos do negócio. O Parque Expo terá desmentido esta informação, mas segunda a estação de rádio, parece que o negócio já foi apresentado à mesma entidade.
Não sei muito bem quem poderá estar interessado num edifício com as características deste, não faço a mais pequena ideia qual poderá ser o fundamento quer da venda quer da compra, a não ser que seja para a evangelização de alguns milhares de fieis de alguma seita religiosa.
Acho que é um desrespeito para o autor da obra, Sisa Vieira, e muito especialmente para os portugueses, que simplesmente ficarão sem aquilo que é seu, quer como símbolo da Exposição Mundial, quer como símbolo lisboeta e mesmo nacional.

Apito Avariado

O silêncio dos media, das autoridades é simplesmente assustador no que diz respeito ao caso “Apito Dourado”. Depois da polémica, da mediatização, o silêncio.
O caso avança, com as ajudas dos amigos, sendo cada vez mais flagrante o dito “tráfico de influências” do ex-presidente da Liga de Clubes.
Agora quem vai julgar o polémico caso é alguém da confiança do presidente da câmara de Gondomar.
O caso voltou aos jornais, pelas mãos dos autarcas da ala socialista da câmara nortenha. Talvez alerte as autoridades, isto se elas já não estariam alertadas, ou mesmo conivente com o Major.
É a corrupção à vista de todos, e que ninguém faz nada, a não ser falar quando existe alguma coisa que faça vender mais uns jornais.

É o país que temos, de interesses, de conivências, de palmadinhas nas costas, de amigos...
Não é à toa que Portugal foi considerado um dos países mais corruptos da União Europeia, estranho é que, sendo Portugal um país corrupto, porque raio irão escolher um Presidente da Comissão Europeia que foi Primeiro Ministro de um país com estas qualificações?

terça-feira, julho 13, 2004

Vitorino de Fora

Pelos vistos, António Vitorino não irá ser candidato a Secretário Geral do Partido Socialista, talvez se esteja a reservar para as presidenciais, pelo menos isso, o que vai acabar por anular a possível candidatura de Ferro Rodrigues e, assim, credibilizar a participação socialista nas eleições presidenciais.
Quanto ao número um socialista...
Valha-nos José Sócrates, mas prevê-se uma renhida guerra interna para ocupar o lugar maior no Largo do Rato

Em Força

Finalmente, e após dois anos de desespero político, o Partido Socialista vai ter um líder à sua imagem e altura.
Ao que parece, António Vitorino vai realmente apresentar a sua candidatura à liderança do partido, recolhendo, dessa forma, os apoios de dois grandes do PS: José Sócrates e Jorge Coelho, o que garante uma vitória quase certa no próximo congresso e assim a construção de uma oposição forte, capaz de defrontar a actual maioria parlamentar, tendo, desta forma, fortes convicções de vitória nas eleições legislativas de 2006.

Com um PS de Ferro Rodrigues fraco, mesmo depois da “grande vitória” nas Europeias, é necessário dar uma volta interna nas pessoas, nos argumentos, nas propostas e na sua própria afirmação como partido e como oposição.

O facto de se pensar numa coligação à esquerda assusta qualquer um, especialmente os empresários portugueses. Pensar de uma forma extremista é prejudicial, o mesmo está a passar-se na coligação que está no poder. De qualquer das formas, penso que o PS, em 2006, estará capaz de assumir o governo, sem necessidade de coligações e com uma maioria absoluta.

Quem não parece desistir da corrida a Secretário Geral do Partido Socialista é João Soares, na tentativa de seguir as pegadas do pai, bem vai tentando, mas o seu carisma dentro e, especialmente, fora do partido é muito baixo, encontra-se fora da linha partidária, foi derrotado por Santana Lopes para a presidência da Câmara de Lisboa, e, simplesmente não reúne as condições necessárias para, alguma vez, fazer parte dos órgão directivos do partido, até porque as suas ligações à Africa de Savimbi nunca o irão largar, e o “pouvinho” nunca irá esquecer. O que me faz confusão é, como é que ainda alguém pode dar credibilidade a João Soares.

Depois do apoio que dei a José Manuel Barroso, e pela primeira vez, vou dar apoio incondicional a António Vitorino.

Ferro a Presidente

Acaba por ser irónico esta notícia que vem no jornal Público, e que tomei conhecimento através do bloquista, Ferro Rodrigues poderá ser o candidato às presidenciais por parte do Partido Socialista. Acaba, realmente por ser irónico, que aquele cuja dignidade ficou manchada, pela mão do seu grande amigo Jorge Sampaio, queira agora ocupar o lugar deste.
Espero, que após o congresso socialista, as coisas mudem de figura, centristas contra esquerdistas; soaristas contra guterristas, as clássicas divisões dentro do partido.
Meus senhores, enquanto existirem divisões internas, o partido continuará fragilizado, e um candidato a Presidente da Republica Portuguesa com o perfil e a figura do Sr. Ferro Rodrigues, certamente não irá muito longe, claro está que dependerá sempre do candidato de direita, mas se este for alguém como Cavaco Silva, esqueçam.

segunda-feira, julho 12, 2004

Fábrica da Pólvora II

Está em construção uma nova Fábrica da Pólvora lá para os lados da Assembleia da República, com a “eleição”, imposta, anti-democrática, presidensialista, do novo Primeiro Ministro.
Como primeira medida, já anunciada pelo mesmo, o “chefe” do novo governo, que irá ser convidado hoje pelo Presidente da República a assumir o cargo, será a descentralização dos ministérios, medida de extrema importância e prioritária fase aos problemas que nos confrontamos na Educação, na Saúde, nas Finanças, na Defesa (essa pelos vistos não mudará, vamos mesmo ter os submarinos, arma de extrema importância na patrulha da nossa costa), nos problemas sociais, etc.
Está o país inteiro a perguntar-se: Como é que isto aconteceu, sem eu dar por nada?
Pois, lá está, uma pergunta que ficará sem resposta, pelo menos durante mais dois anos, altura em que o Sr. Dr. Santana Lopes e o Sr. Paulo Portas terão a devida, legal e justa resposta.
Toda esta história quase me faz lembrar, dentro dos seus parâmetros constitucionais, o acontecimento que marcou a eleição de George W. Bush, e que levou o Mundo ao caos social e económico. Neste patamar, espero que não nos leve ao caos social e económico Nacional, com politicas populistas a pensar nas legislativas de 2006.

Por outro lado, o que aconteceu, pode ser que leve a um PS mais forte e mais estável, com uma liderança forte e que detenha a confiança da maioria dos portugueses, quem sabe um José Sócrates para gerir o governo e o país e um António Vitorino para presidir Portugal.

Devo dizer, para finalizar, que votei em 2002, num governo que me atraiçoou quando se coligiu com um outro partido, do qual não me identifico ideologicamente e que me atraiçoou quando o chefe do governo abandonou o país, para seu proveito próprio e curricular, depois de um discurso de continuidade, de luta pelas políticas praticadas, e de compreensão de uma mensagem eleitoralista,.
Por tudo isto, não tenho dúvidas que, em 2006, o meu voto vai para José Sócrates ou para António Vitorino.

quinta-feira, julho 08, 2004

Fábrica da Pólvora

Situado no Conselho de Oeiras, centro de exposições, ponto de encontro entre a cultura e o lazer, entre o café e cocktail, entre o Jazz e a fotografia.
Vista da fábrica algures no tempoTendo funcionado entre 1540 e 1940 foi recuperada, e ainda está a sê-lo, pela Câmara Municipal de Oeiras.
Poderá saber mais sobre este espaço e o que foi a Fábrica da Pólvora no museu da Pólvora Negra
Vale a pena passar pela Fábrica da Pólvora, de manhã para dar uma volta no parque infantil, para quem tem crianças, um passeio ao fim da tarde para quem queira passar momentos românticos, devidamente acompanhado, ou à noite, para beber um copo com os amigos.
Vista da fábrica nos dias de hojeAs escolhas são variadas, o jantar poderá ser servido no restaurante Albapólvora, situado à entrada do parque por um preço que ronda os 25€ por pessoa, se pretende somente beber um café as alternativas são duas o Pólvora Café Concerto, onde poderá desfrutar da música ao vivo e de uma esplanada agradável e do B’Arte Coisas e Loiças que fica bem mais afastado, junto ao parque infantil, lugar calmo, pequeno, mas confortável, com instrumentos musicais para quem queira dar música a quem passe.
O Pátio do Enxugo local onde outrora se procedia à secagem da pólvora é, hoje em dia, um auditório ao ar livre. Com um sistema de bancadas extensíveis, que permite albergar até 700 pessoas sentadas, possibilita a realização de inúmeros espectáculos, quer sejam musicais, teatrais, cinematográficos, etc.
Poderá ainda vislumbrar os viveiros municipais, Exposição do povoamento pré-histórico de Leceia, O Lugar Comum (Centro de design e exposições artísticas).
Se, simplesmente, optar por dar um passeio, poderá observar as várias instalações da antiga fábrica que estão a ser conservadas e recuperadas, algumas ainda estão em ruínas.
De qualquer das formas, o espaço é multidiversificado e de certeza que se vai sentir bem neste Lugar Comum.
Para mais informações veja o site da Fábrica da Pólvora